O Cinema de Super-Heróis – Parte II: Queda e Renascimento

No último post foi apresentada toda a origem dos filmes de super-heróis. Desde os primórdios curtas do Capitão-Marvel até o sombrio Batman: O Retorno, passando pelos telefilmes de Hulk e The Flash e, obviamente, o clássico Superman de Richard Donner. Vimos tempos e abordagens diferentes para cada herói, mas acima de tudo, vimos como os heróis tinham vindo pra ficar como principal fonte de inspiração para filmes… Ou será que não?

Nessa segunda parte do especial “O Cinema de Super-Heróis”, vamos viajar até a década de 90 e conhecer os anos mais tenebrosos para os super-heróis, seja nos filmes ou seja nos quadrinhos…

Portanto, preparem seus bat acessórios e vamos a mais uma viagem no tempo! ;D


UMA BREVE RECAPTULAÇÃO DA DÉCADA DE 90…

Ah, a década de 90… Imortalizada em nossas vidas por acontecimentos históricos, como o colapso do comunismo e fim da guerra fria, a proliferação mundial do vírus da AIDS, a inesquecível ovelha Dolly (amamos você Dolly! <3), o aumento significativo da música pop no mundo gerando o aparecimento de diversas boybands e “princesas do pop”, a popularização do sistema operacional Windows e, o mais importante de todos, o fenômeno nacional do grupo É o Tchan!

Enfim… É incontestável que essa foi uma década cheia de marcos (bons e ruins) que nosBACKSTREET BOYS - BACKSTREET'S BACK acompanham até hoje. Só quem já bateu um papo no café, mesmo sabendo que era papo de jacaré e pediu, por favor, pra falar a minha língua, que já tem até uma íngua por causa do seu inglês, sabe do que eu tô falando. E nesse instante, talvez você esteja se perguntando: “Ok, mas o que isso tem a ver com o tema? .-.”, não é mesmo? Elementar meu caro leitor, essa foi à década de 90, uma década de imensa revolução cultural, que mudou a visão do mundo de muitos jovens da década de 80… E foi uma das piores décadas para o universo dos super-heróis, tanto em termos criativos, quanto artísticos…


A DÉCADA (QUASE) PERDIDA DOS QUADRINHOS

Enquanto os “velhos jovens” da década de 90 curtiam os sucessos de A-HA e Duran-Duran, e os “novos jovens” estavam na onda do Mmmbop dos Hanson e tentando imitar os passinhos dos Backstreet Boys, o universo dos quadrinhos conhecia a sua década quase perdida…

Porque disso tudo? Na década de 90 a indústria de quadrinhos tinha chegado à conclusão absurda que o público queria apenas desenhos bonitos, com homens musculosos e mulheres sensuais e de “corpo escultural”, e não precisavam de uma história lá muito boa. O que chega a ser um insulto na verdade…

Nesse período o Homem-Aranha se deparou com a sua mais odiada saga: a controversa Era dos Clones. Onde, DO NADA, resolvem falar que Peter Parker era na verdade um clone de um outro sujeito, chamado Ben Reilly (?) e ainda teve uma filha (que foi totalmente excluída da história dos quadrinhos) e ficou muito tempo afastado de sua própria revista. Batman passou pela saga caça-níquel: A Queda Do Morcego, onde Bruce Wayne deixou de ser o homem morcego por uma meia dúzia de edições, para voltar como se nada tivesse acontecido. Foi à década em que TODOS os heróis Marvel morreram no evento “Massacre Marvel”, que resultou em uma espécie de reboot (ou reinício) de todos os heróis na saga denominada “Heróis Renascem”, reboot esse que não deu tão certo e logo tudo voltou ao normal. Foi nesse período que surgiu a editora Image Comics, com seu Spawn (que não foi uma coisa ruim no começo) e mais um monte de revistas que não valiam tanto a pena consumir (prova disso é que a maioria dos títulos foram cancelados).

Também foi nessa década que alguns bastiões clássicos dos heróis tiveram mudanças drásticas em suas vidas: o Batman em “A Queda do Morcego”, como já citado acima, foi afastado do “cargo”, pois ficou paralítico; o homem de aço encontrou seu fim e conseguiu retornar em “A Morte e o Retorno do Superman”, o Lanterna Verde clássico Hall Jordan deixou de ser um herói para se tornar o vilão galáctico Parallax… Etc etc etc…

Claro, teve muita coisa boa também (muita mesmo), mas no geral, a maior parte se enquadrava como “dispensável”…

E nesse momento talvez esteja se perguntando novamente: “Errr… Ok, informativo isso. Mas o que isso tem a ver com o cinema?”. Pois bem… Vejamos o que o cinema reservava aos nossos heróis então…


O INÍCIO DE 90 PARA OS HERÓIS NO CINEMA

Se leram o último post dessa série, puderam perceber que encerrei falando de Batman: o Retorno, filme que chegou aos cinemas no ano de 1992. Então talvez possa acontecer de alguém virar e falar “putz, se o Batman fez tanto sucesso, por que esse cara tá fazendo tanto drama sobre a década de 90? ¬¬”. Pois é, não deixa de ser verdade, o filme foi um sucesso, mas foi um dos poucos. Para entendermos direitinho, voltemos alguns anos no tempo…

3. captain americaLogo após o lançamento do primeiro filme de Batman, em 1989, a indústria de cinema levou ao ar outras adaptações de quadrinho que renderam bem, como Tartarugas Ninjas. Mas, logo no início da década de 90, a Marvel Comics, querendo lançar um filme para poder rivalizar com sua concorrente (DC Comics, lar de Superman, Batman e cia), levou aos cinemas o tenebroso filme do Capitão América. O primeiro filme do super-soldado americano foi um fiasco de crítica e público, não conseguiu nem se pagar. Contando com um elenco horrível, atuações tenebrosas, efeitos especiais tosquíssimos e uma história que nem vale comentar, o filme do Capitão foi o primeiro filme de uma péssima safra…

Nesse mesmo ano, foi lançada uma continuação para o filme O Monstro do Pântano, de 1982. Mas esse nem de longe conseguiu sucesso… Muito criticado, e feito sem muito cuidado, o filme não chegou a ser o fracasso do filme do Capitão América, mas chegou bem próximo disso. E ainda tivemos o lançamento de Rocketeer, um filme que divide muito a opinião das pessoas: alguns amam loucamente, outros odeiam com toda sua força, não existem lá muitos meio termos. Tornou-se um grande filme cult, mas nada além disso. E nesse mesmo ano chegava aos cinemas à continuação de Tartarugas Ninjas, que já se demonstrou mais fraco que o primeiro filme.

A chegada de Batman: O Retorno em meados de 1992 parecia ser uma espécie de “sinal da salvação”, demonstrando que existiram alguns filmes ruins em meio a tantos bons (como foi na década de 80), mas isso se demonstrou exatamente o contrário: foi um filme bom em meio a horrores.

Cerca de um ano após o lançamento da continuação do homem morcego, chegou ao cinema à terceira aventura das tartarugas adolescentes mutantes e ninjas, filme esse que arrecadou apenas a metade do que seu antecessor tinha arrecadado (e o segundo filme já tinha caído muito à renda quando comparado ao primeiro). Além disso, apresentou uma história estranha e cheia de furos, envolvendo viagem no tempo e samurais e ninjas no Japão feudal que eram exatamente iguais aos nova-iorquinos já conhecidos. Resultado? Fracasso.

No mesmo ano surgiu O Homem Meteoro, filme de comédia que satirizava o universo dos super-heróis. Duas coisas a ser ressaltadas aqui, a primeira é que esse filme não rendeu bem e não foi lá muito bem criticado, a segunda é uma constatação simples: Quando começam a sair filmes sátiras de um gênero, ou ele está dando muito certo ou muito errado. Seria isso mais um sinal?

10243272_oriBem, não acreditando em possíveis sinais, a Marvel resolveu levar mais um de seus heróis para o cinema, na verdade um grupo! O filme de Quarteto Fantástico de 1994 é uma lenda, pois foi TÃO RUIM, mas TÃAAAAAO RUIM, que nem ao menos chegou a ser lançado. Apenas décadas depois que começaram a encontrar vestígios dele para venda, mas até hoje ninguém explica como o material “vazou”. E ainda em 94, Alec Baldwin se tornou O Sombra, um herói antigo de quadrinhos antigos. O filme não é ruim de todo, mas está longe de ser um bom material.

AINDA em 94, outro filme de “super-herói” também conseguiu atingir o sucesso, e junto com isso lançou ao sucesso o jovem comediante Jim Carrey. Sim, estou falando de O Máskara. E sim, pode parecer que não, mas é um filme de super-herói. Mais focado no humor? Sim, ele é. Mas ainda é um filme de super-herói. Filme rendeu bem, recebeu boas críticas (e muita ruins também, mas a vida é assim né?) e até gerou uma série animada divertidinha e uma continuação anos mais tarde (horrível por sinal). Mas depois disso…


A CHEGADA DE SCHUMACHER (E NEM É O DA F-1 .-.) E O TIRO DE MISERICÓRDIA

No ano de 95 voltaria ao cinema às aventuras do homem morcego. Sim, Batman mais uma vez iria espancar seus vilões em Gothan City. Mas dessa vez, em Batman Eternamente, tiraram o cineasta Tim Burton da direção e resolveram chamar Joel Schumacher, e que grande mudança na franquia ele fez… Pra começar, tirou TUDO que Burton fez em seus filmes: O clima sombrio, o ar de filme noir (filmes “gangster” em geral), a trilha sonora de Danny Elfman e até o ator Michael Keaton como Bruce Wayne! No lugar disso tivemos um filme com Val Kilmer (sim, Bruce Wayne foi loiro), com vilões extremamente caricatos (Jim Carrey como O Charada e Tommy Lee7917 - 29x41- Jones como Duas Caras, excelentes atores, mas muito mal utilizados), um cenário visualmente colorido de mais, uma trilha sonora bem mais “pop” e ainda por cima a entrada do “garoto prodígio” Robin (vivido por Chris O’donell). Era claro que a inspiração de Schumacher não foi nem de longe os filmes de Burton, mas sim a série sessentista. O resultado disso foi um filme horrível, execrado pela crítica, mas, apesar disso, rendeu bastante e deu a Schumacher a chance de executar TUDO em um quarto filme… Mas falaremos disso há seu tempo.

(Antes de prosseguirmos, vale fazer uma “menção honrosa” para o filme dos Power Rangers, que saiu nesse período. Não é bem um filme de super-heróis (e na verdade nem bem americano para quem conhece a forma que os Power Rangers eram feitos), mas ainda assim fez parte da infância de muita gente. Também não é lá muito bom, mas tem ao menos que ser citado. Enfim…)

Em 96 Billy Zane viveu O Fantasma, um herói interessante até, mas o filme não deu lá muito certo… Primeiro porque Zane ficou um tanto estranho na malha rosa do herói, outra porque a forma executada não foi lá muito feliz. Seja lá por quais motivos foram, o importante é que o filme não ficou bom e não rendeu nem dinheiro, nem crítica boa.

E chega o ano de 1997 com as maiores pérolas de todas!

Spawn - O Soldado do InfernoPra começar, embalados pelo sucesso do quadrinho “dark” da editora Image Comics, resolvem levar para o cinema o sombrio Spawn – o Soldado do Inferno. O filme tinha tudo pra dar certo: Um herói legal, os quadrinhos tem uma trama simples, direta e bem amarrada… O que poderia dar errado? Pois é, mas conseguiram essa proeza. Pra trazer o herói sombrio as telonas, seguiram exatamente aquele pensamento que a indústria de quadrinhos tinha na década de 90: O público só quer visual, não importa a história. E Spawn é isso. O filme é bem feito, bons efeitos especiais pra época, com um ar sombrio… Mas a história é pífia, fraca, fraca, fraca…

steelEm seguida lançaram Steel. Pra começar chamaram Shaquille O’Neal pra interpretar o herói (O cara era um excelente jogador de basquete, mas calma aí né…) e além do mais tiraram todo o charme que o personagem tinha nos quadrinhos. Pra quem não conhece, Steel (ou simplesmente Aço) foi um herói que surgiu pra tentar substituir o Superman quando este morreu. Na saga da morte e retorno do azulão, tiveram quatro “substitutos” pro cargo, e deles o Aço era o que mais respeitava os ideais do cara, mesmo sendo o único sem poderes. Mas o que fizeram pro filme? Ignoraram isso, o transformaram em um cara grande e ignorante e que não faz sentido nenhum. Até visualmente ele é fraco. ‘-‘ Ignorado pela crítica e pelo público, Steel é o tipo de filme que nem é bom ser lembrado…

Também teve um filmeco meia boca da Liga da Justiça que só saiu pra tv nesse período, mas não vamos nem falar sobre ele ok? ‘-‘

E então veio a facada final, o tiro de misericórdia, aquele que é considerado um dos piores filmes de super-heróis de todos os tempos e que quase colocou fim aos filmes de super-herói… Batman & Robin!

batman-and-robin-poster-1Joel Schumacher voltou aqui e não repetiu a fórmula do anterior. Não mesmo. Aqui ele escrachou de vez fazendo um filme colorido, cheio de coisas desnecessárias e pegando bons atores e praticamente humilhando os caras ali (putz, o filme com George Clooney, Uma Thurman, Arnold Schwarzenegger…). Esse filme trouxe imagens que nunca vão ser esquecidas por esse nerd aqui: Armadura de Batman e Robin com mamilos, batcartão de crédito, close no… Traseiro do Batman quando ele veste o uniforme, o pessoal escorregando pela calda de um dinossauro com se fosse um personagem dos Flinstones… Isso sem contar o acréscimo da batcardBatgirl (que aqui é sobrinha do fiel mordomo Alfred), uma Hera Venenosa que mais parece um travesti, um show de luzes de neon… Foi uma gigante paródia da série de 60 com Adam West, foi algo carnavalesco e ridículo, destruindo tudo que demoraram tanto a construir. E não me refiro aqui apenas aos filmes do Batman, mas sim de todos os super-heróis.

Graças a esse filme o homem morcego ficou praticamente no limbo durante uma década praticamente. Só voltaria a encontrar o caminho das telonas pelas mãos de Christopher Nolan, mas isso é assunto pra outro post…


A ESPERANÇA SE ENCONTRA NAS ROUPAS DE COURO! (?)

Após tantas pérolas que marcaram como os piores filmes de super-heróis EVER, o fim da década de 90 começava a mostrar que os tempos podiam mudar…

250px-BladeDepois do último Batman de Joel Schumacher, as apostas em grandes filmes de super-heróis foram poucas. Até meados de 98, quando um diretor pouco conhecido levou aos cinemas um filme não muito super-heroico, afinal não se tratava de um herói clássico e conhecido por muitos, e com uma história mais sombria que o de costume, mas ainda assim, um filme que se trata de um super-herói: Blade – O Caçador de Vampiros. Pois é cambada, Blade é um personagem da Marvel Comics, criado em 1973 (na era que começavam a surgir heróis negros nos quadrinhos), e eis que a Marvel trouxe o cara pras telonas.

Uma aposta não muito arriscada, afinal, era um personagem pouco conhecido, dando bastante liberdade criativa (e acredite, tiveram) e com uma história que não remete ao universo dos super-heróis. Além disso, deram um visual mais “cool” ao personagem, dando um belo sobretudo e roupas de couro preto pro daywalker. Resultado? O filme deu certo (tanto que gerou mais dois filmes e um seriado), e mostrou que sabendo dosar as coisas era possível fazer algo bom baseado naqueles quadrinhos de super-herói.

X Men 1 poster By azamworld.blogspot.comE, com o fim da década de 90 e o início de 2000, outro filme de heróis Marvel chegaria e finalmente começaria a recolocar nos eixos o cinema de super-heróis. Pelas mãos de Bryan Singer, e utilizando a fórmula que “roupas de couro são sinônimo de sucesso” (teoria reforçada pelo sucesso de Matrix, em 1999), chega ao cinema o filme ­X-Men. Com muitas falhas, porém ainda mais acertos, o filme arrecadou um bom dinheiro e conseguiu boas críticas, gerando uma continuação poucos anos depois, além de trazer o ator Hugh Jackman ao grande público e torna-lo um dos principais “galãs” pra mulherada.

Mas a principal conquista do filme dos X-Men foi à oportunidade de reabrir as portas para que o cinema de super-heróis voltasse. Não, ele não foi o motivo de super-heróis se tornarem moda, mas com certeza foi o precursor disso, juntamente com Blade. Quem realmente tornou o estilo uma moda foi… Bem, isso já é assunto para o próximo post. xD

Então não percam! Semana que vem a terceira e última parte de nossa trilogia: “O Cinema de Super-Heróis – Parte III: Para o alto e avante!


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Vejo vocês na semana que vêm, nesse mesmo blog. ;D

Luiz Otávio A.Gouvêa

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Sobre Luiz Otávio

Estudante de Cinema e Audiovisual. Apaixonado pela sétima arte (desde Blockbusters até clássico), Quadrinhos, Games e Literatura.

Publicado em 13/04/2012, em Cinema, Entretenimento, Quadrinhos e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Será que nosso próximo veremos o filme da Mulher Gato com a Halle Berry ? Oremos . . .

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